Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Rede e contextos de Formação/Educação na Sociedade de Informação

O conhecimento sobretudo o conhecimento científico surgiu “como a pedra-de-toque da emancipação dos indivíduos e das nações”. O conhecimento projectou-se de diferentes maneiras sobre as concepções de Educação e sobre o papel que o conhecimento deveria assumir no processo educativo das crianças e dos jovens. É o conhecimento racional que forneceria aos indivíduos um potencial de consciência, de acção sobre o mundo e de cidadania que como que o tornaria em senhor do seu próprio destino.
A modernidade assume-se na escola em geral e no sistema escolar em particular. A socialização escolar surge então como o modo a partir do qual a natureza natural dos homens se transforma em natureza social.
Bernstein (1996), enfatiza o papel do conhecimento na transição de uma sociedade baseada em recursos físicos (matérias-primas, força de trabalho, instalações etc.) para uma sociedade fundada em informação e conhecimento. Harvey (1989) procurou explicar como é que o acesso à informação e ao conhecimento científico e técnico, embora estes tenham sido desde sempre importantes para a produção capitalista, assumiu uma centralidade renovada naquilo a que ele chama o capitalismo flexível, em razão principalmente do facto de que tanto a informação quanto o conhecimento não serem somente cruciais para as respostas flexíveis exigidas pelos mercados globais, mas também porque se tornaram eles próprios mercadorias. Como Castells diz: “a tecnologia de informação está para este novo contexto como as novas fontes de nergia estavam para “as sucessivas revoluções industriais, da máquina a vapor à electricidade, aos combustíveis fósseis e à energia nuclear” (Castells, 1996, pp. 31).
A posse de um capital de informação e comunicação tornou-se numa finalidade estratégica das classes sociais tradicionalmente mais identificadas com as funções de reprodução social transformando-se conhecimento e a informação em forças motrizes da produção, no qual os grupos ligados à sua criação e manipulação passam de reprodutores a produtores.
Em nosso entender, o conhecimento, sobretudo na sua versão científica, está a ser reconfigurado pela reflexividade. Beck (1992) fala, a este propósito, que estamos a lidar com uma segunda cientifização que nos confronta com os resultados da primeira, isto é, a cientifização do real natural e social. É nestes moldes que o papel das novas tecnologias da informação é fundamental quer ao permitir a difusão da informação a um número cada vez maior de pessoas, quer numa maior sensibilização da importância dos contextos de Educação/Formação na sociedade actual.  
publicado por liveinEduc às 12:15
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